Andam por aí - I
“Andam por aí” uns senhores organizados à volta da Revista Atlântico, dos blogues “O Acidental”, ou “O Espectro”, em jornais como “O Diário de Notícias”, em canais de televisão como analistas políticos e em grupos parlamentares à revelia das direcções partidárias, supostamente em nome de um liberalismo político de contornos muito interessantes.
Pacheco Pereira classifica-os de 3.º Caderno do “Independente” e filia-os sob a paternidade de Paulo Portas que julga vir preparando, a frio, um regresso a uma certa liderança da direita portuguesa num novo partido a constituir.
Pouco me interessa se o grupo dos que andam por aí, andam mesmo, de onde vêm ou para onde vão, se o caminho for da afirmação livre das suas convicções. Mas já não me agrada a ofensa gratuita, a suspeição por palpites, a falta de seriedade intelectual que se usa, tipo vale tudo, para levarem a água ao seu moinho.
Ainda há pouco, num post de “O Espectro”, de 5 de Março, a propósito da homenagem que o então presidente da República Jorge Sampaio fazia a Manuel Teixeira Gomes, numa última viagem oficial, à Argélia, Vasco Pulido Valente caluniava de “pedófilo” o presidente da República que vivera os últimos dias em Bougie, apresentando como provas da sua acusação o facto de André Gide considerar que o Norte de África era, em 1924 “o paraíso dos pedófilos” e que Bougie era uma cidade do Norte de África. Logo, “Teixeira Gomes queria rapazinhos. E, de quando em quando, virgens de 11, 12 anos, para como ele disse, lhes «colher as primícias»”, acusa Vasco Pulido Valente, qual delegado do Ministério Público da República de Bananas onde o bloguista talvez gostasse de viver, porque teria então muitos mais papalvos a ler as suas descabidas prosas. E não contente com a difamação a Teixeira Gomes, Vasco Pulido Valente não se coibe em afirmar que não é ingénua a escolha de Sampaio. Costumes, diz ele. Falta de pudor de VPV, digo eu.